NETO, José Salibi. Alerta Vermelho Permanente. ed. 75: HSM Management: Marketing, jul./ago., 2009.
Resenhado por Alice Ferman em 2014.
Programa Executivo CBA em Marketing do Ibmec-RJ.
Programa Executivo CBA em Marketing do Ibmec-RJ.
Esta entrevista exclusiva de
José Salibi Neto, diretor de conhecimento (CKO) do HSM Group, com o pai do
marketing, Philip Kotler, visa explicar sobre o Sistema de Gestão do Caos no
contexto contemporâneo e econômico mundial.
Esse sistema de gerenciamento
proposto por Kotler procura alertar as empresas a montarem estratégias de
prevenção, ou melhor, sobrevivência, e resposta rápida aos loopings econômicos característicos de períodos de crise, que devem
voltar a ocorrer com mais frequência daqui para frente.
De acordo com Kotler, fenômenos como globalização e digitalização
introduziram uma nova dimensão de velocidade e interdependência em nossas
vidas. Não há retorno possível, logo, o novo ambiente é inevitável e
iminente, podendo até mesmo levar à ruptura de empresas que não se
conscientizarem. No seu novo livro, Chaotics,
ele pretende esmiuçar os fundamentos do sistema de gestão de caos e as
especificidades para as economias do Brasil e do mundo, colocando pontos como,
por exemplo: a necessidade de se fazer planejamentos de possíveis cenários,
assim como o estabelecimento de orçamentos flexíveis para cada departamento.
Assim, esse novo sistema de
gestão de alerta permanente, se destina principalmente a países emergentes, que
são mais sujeitos a choques, e pretende organizar companhias para estarem
sempre atentas e com respostas prontas para enfrentarem diferentes situações de
crise ou até de oportunidade.
Essa teoria já havia sido
articulada anos atrás pelo CEO da Intel, Andy Grove, no livro Só os
Paranoicos Sobrevivem. Segundo
Philip Kotler, ele apenas procurou aprofundar e detalhar de forma
estratégica e de acordo com os pontos de vista do marketing.
Além disso, com a
globalização e as novas tecnologias, observou-se também a interdependência
entre nações, alongando as cadeias de fornecimento, que contribuem para uma fragilidade interconectável.
Na
nova era do caos, é interessante que os gestores tenham uma
mentalidade proativa e continuem a considerar os três períodos de tempo (agora,
daqui a 5 anos e 10 anos), como forma de planejamento, além de fazerem
constantemente análise SWOT. Que clientes ou problemas sociais quer
resolver? Ao trabalhar de trás para frente, a empresa compreenderá qual o
melhor mix de disciplina e
inovação para seu caso e poderá identificar de forma mais clara as
oportunidades no caos.
Ademais, períodos de crise,
muitas vezes constroem maior consciência
nos consumidores, que começam a criar a idéia de que o mínimo é o máximo, o que pode mudar bastante as estratégias de
marketing de uma instituição.
Hoje em dia, como pode-se
perceber, a troca de informações é exacerbada e as empresas devem se preocupar
em estar alertas para monitorar conversas, ou citações sobre as suas marcas;
identificar clientes em potencial; e atender os desejos dos clientes,
aproveitando bastante a comunicação das redes sociais.
Em um período de recessão
econômica, os consumidores querem ofertas mais baratas e de qualidade razoável.
É um momento de destruição criadora,
em que costuma-se produzir muito mais do que o demandado, levando as empresas a
acabar com o excesso para não desvalorizar os produtos e marcas. Paradoxalmente, o problema do “excesso de
capacidade” é, em outra parte do mundo, um problema de “consumo de menos”. (…) O
problema é que elas não têm dinheiro. Seriam o melhor mercado que alguém
poderia desejar se simplesmente tivessem dinheiro para comprar bens.
Ou seja, em épocas de
recessão é aconselhável montar estratégias de marketing mais criativas para se
destacar de alguma forma, sobreviver e atrair investidores e consumidores.
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