HILLTOUT, Jessica. AMEN. Exposição na PUC-Rio, maio,
2009.
Resenhado por
Alice Ferman no curso de Comunicação Social – Jornalismo da PUC-Rio.
Em época de nova Copa, a exposição
da fotógrafa belga Jessica Hilltout, 33, na PUC-Rio
(Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro) visa relançar o livro que retratou um
pouco sobre as origens do futebol africano e de todo o amor do continente pelo
esporte.
Com um fusca amarelo surrado emprestado pelo pai, Jessica se aventurou por países como Gana, África do Sul e Nigéria, onde as crianças jogavam bola com alegria, mesmo em campos bem diferentes dos da Copa do Mundo FIFA. Terrenos improvizados e paupérrimos que se transformavam em grandes arenas de batalha em torno da bola, a fim de deixar de lado todas as dores e dificuldades do dia-a-dia.
Feitas a mão pelas próprias crianças, as engenhosas bolas caseiras eram constituídas com sacos plásticos, sacos de arroz, meias velhas e trapos amarrados com barbante ou tiras de casca de árvore. Além disso, algumas crianças também inflavam preservativos para colocarem sob os panos, com a finalidade de deixá-las com um aspecto melhor.
Passando por cerca de 30 aldeias, Jessica perguntou para os meninos se eles aceitavam trocar as bolas caseiras por outras industrializadas. Eles concordaram na hora. Sendo assim, ela pode criar uma coleção cheia de lembranças com bolas de diversos tipos e tamanhos.
Os sonhadores jogadores que conheceu enquanto percorria o sul e o oeste africanos não tinham uniformes, patrocínio, ou se quer quaisquer tipos de ajuda. Por isso a imensa importância desse trabalho, que busca registrar uma dura realidade e a luta diária dessas crianças e jovens, que muitas vezes não têm nem o que comer ou vestir, mas têm alegria e vontade de viver.
Apesar dos perrengues que passou durante a viagem, como ter um rato vivendo dentro do carro, Jessica contou que nada a desmotivou, pois documentar as histórias daquelas pessoas tão batalhadoras, que aproveitavam de tudo o que tinham ao redor com fé em dias melhores e que davam uma lição de reciclagem e felicidade ao “mundo desenvolvido”, era muito mais importante do que qualquer “perrengue”.
Com um fusca amarelo surrado emprestado pelo pai, Jessica se aventurou por países como Gana, África do Sul e Nigéria, onde as crianças jogavam bola com alegria, mesmo em campos bem diferentes dos da Copa do Mundo FIFA. Terrenos improvizados e paupérrimos que se transformavam em grandes arenas de batalha em torno da bola, a fim de deixar de lado todas as dores e dificuldades do dia-a-dia.
Feitas a mão pelas próprias crianças, as engenhosas bolas caseiras eram constituídas com sacos plásticos, sacos de arroz, meias velhas e trapos amarrados com barbante ou tiras de casca de árvore. Além disso, algumas crianças também inflavam preservativos para colocarem sob os panos, com a finalidade de deixá-las com um aspecto melhor.
Passando por cerca de 30 aldeias, Jessica perguntou para os meninos se eles aceitavam trocar as bolas caseiras por outras industrializadas. Eles concordaram na hora. Sendo assim, ela pode criar uma coleção cheia de lembranças com bolas de diversos tipos e tamanhos.
Os sonhadores jogadores que conheceu enquanto percorria o sul e o oeste africanos não tinham uniformes, patrocínio, ou se quer quaisquer tipos de ajuda. Por isso a imensa importância desse trabalho, que busca registrar uma dura realidade e a luta diária dessas crianças e jovens, que muitas vezes não têm nem o que comer ou vestir, mas têm alegria e vontade de viver.
Apesar dos perrengues que passou durante a viagem, como ter um rato vivendo dentro do carro, Jessica contou que nada a desmotivou, pois documentar as histórias daquelas pessoas tão batalhadoras, que aproveitavam de tudo o que tinham ao redor com fé em dias melhores e que davam uma lição de reciclagem e felicidade ao “mundo desenvolvido”, era muito mais importante do que qualquer “perrengue”.
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