FORDHAM, David R; RIORDAN,
Diane A; RIORDAN, Michael P. Os Contadores
E O Marketing. ed. 35: HSM Management: Finanças, nov./dez., 2002.
Resenhado por Alice Ferman em 2014.
Programa Executivo CBA em Marketing do Ibmec-RJ.
Programa Executivo CBA em Marketing do Ibmec-RJ.
A matéria Os contadores e o marketing, escrita
pelos professores de contabilidade David R. Fordham, Diane A. Riordan e Michael
P. Riordan, da James Madison University, aborda sobre a necessidade das grandes
empresas adotarem contadores gerenciais ou executivos financeiros no departamento
de marketing, a fim de coletar, analisar e mensurar dados mais complexos que
permirtam desvendar padrões e tendências dos públicos-alvo para, assim, elevar
a criação de riquezas nessas organizações.
Os profissionais da área financeira
são mais indicados, pois possuem grande capacidade gerencial somada a
conhecimentos de ferramentas tecnológicas, que auxiliam na formulação de
planejamentos, controle e tomadas de decisões estratégicas de uma empresa, visando
satisfazer as especificidades do mercado. Isto é, eles conseguem desempenhar quatro
atividades fundamentais e de forma rápida, como: identificar, coletar, estudar
e utilizar informações necessárias, já que possuem conhecimentos de finanças e
técnicas analíticas avançadas, além de terem a disposição imensos bancos de
dados multidimensionais, o que torna viável a oferta de uma recomendação mais
embasada.
Segundo o texto, as novas
tecnologias permitem cada vez mais captação e monitoramento de dados sobre os
clientes e a área de vendas da companhia. No entanto, de nada adiantaria tudo
isso se não houvessem pessoas qualificadas para traduzir e aplicar essas
informações na estratégia da empresa. Por isso, as atividades dos contadores
transformam meros dados em inteligência empresarial.
Ainda, de acordo com a
diretora de projetos do Fordham Consulting, Debbie Bliss, seu verdadeiro valor reside na tradução de dados armazenados em
inteligência e na posterior aplicação dessa inteligência no desenvolvimento de
uma estratégia voltada para o cliente.
Enquanto o trade marketing (tradicional)
visa atingir o público mainstream com promoções padronizadas e repetitivas,
utilizando o contador apenas para designar a fatia de investimento em
publicidade, a nova era do marketing incorpora o executivo financeiro à equipe
estratégica de marketing, aproveitando-o como diferencial competitivo para atender
novos segmentos e nichos de mercado.
Esses pequenos públicos vêm ganhando expressividade com a globalização
somada às novas tecnologias, contribuindo para um alongamento da cauda de
produtos e serviços oferecidos pelas empresas, como desenvolve Chris Anderson
no livro A Cauda Longa: Do Mercado de Massa para o Mercado de Nicho.
Sendo assim, o uso dos sistemas
de inteligência nas empresas são bastante interessantes, pois conseguem
registrar as vendas por indivíduo, monitorar seus hábitos de consumo por período,
além de efetuar comparações, permitindo que os profissionais tomem as melhores
decisões de investimento na área de marketing.
Através da análise das operações,
dos produtos, dos mercados potenciais e com o cruzamento de informações dos
bancos de dados, é possível entender melhor os comportamentos de diferentes tipos de clientes
e fazer um plano de marketing com táticas mais eficiêntes para se atingir a
lucratividade desejada, como exemplifica o trecho abaixo:
A tecnologia monitora a campanha de publicidade. Os
códigos de barras permitem que especialistas em informação rastreiem o
comportamento do consumidor no varejo. Os computadores medem as vendas geradas
pelos diversos veículos – tais como vendas diretas, pela Web e por catálogo –,
a freqüência das vendas e as estruturas de fixação de preços sob as quais essas
vendas foram efetuadas. Quando o pessoal da área de marketing entende o que o
cliente está realmente fazendo, comprando ou usando, torna-se capaz de ajustar
ou mudar os planos.
A desvantagem é que, por conseguirem
coletar informações com excelência, no novo papel os contadores poderão ter
acesso a informações de privacidade financeiras dos clientes e, por isso, talvez
novas políticas e fiscalizações venham a ser necessárias.
Finalmente, é possível
perceber como algumas ferramentas contábeis podem ajudar a inteligência de
marketing a determinar a rentabilidade, o comportamento dos consumidores, os
custos, a eficiência dos vendedores e as vendas, fazendo previsões e
recomendações e buscando cada vez mais soluções qualitativas para se posicionar
de forma estratégica no mercado e se relacionar com os clientes.
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