DAVENPORT,
Thomas H; HARRIS, Jeanne G. Prever e
Recomendar, A Nova Onda. ed. 75: HSM Management: Marketing, jul./ago., 2009.
Resenhado por Alice
Ferman em 2014.
Programa Executivo CBA em
Marketing do Ibmec-RJ.
Os especialistas em análise e autores do livro Competição
analítica: Vencendo através da nova Ciência, Thomas H. Davenport e Jeanne
g. Harris, expõem no texto Prever e Recomendar, A Nova Onda,
principalmente através de exemplos, os benefícios competitivos para as empresas
que se utilizam de tecnologias avançadas de previsão e recomendação.
Segundo os autores, é necessário muito mais do que
criatividade para vender produtos culturais, pois o mundo vem se tornando cada
vez mais competitivo, globalizado e tecnológico, fazendo com que as empresas
procurem incessantemente por novas formas de renovação e diferenciação. A fim
de atrair clientes, as organizações buscam o equilíbrio entre arte e ciência,
acessando informações estratégicas através das tecnologias mais sofisticadas.
Ainda de acordo com os especialistas, o conhecimento a
respeito de previsões será fundamental para o sucesso de futuras instituições,
já que auxiliarão no rumo das empresas a partir das decisões de investimento na
área de marketing. Por isso, quanto antes puder ser feita a previsão, melhor. A
tarefa se torna mais fácil depois de um produto ter sido desenvolvido, quando
seus atributos estão claros e há alguns indicadores de sua popularidade.
Atualmente, por exemplo, já é expressivo o hábito dos
consumidores buscarem por avaliações, ou recomendações de outrem na web. Mas,
no mundo empresarial, a Amazon que foi pioneira na utilização de ferramentas
para prever o comportamento dos consumidores, a partir de filtragem
colaborativa, ou seja, em que as sugestões ocorrem com a análise de escolhas
anteriores.
Apesar das limitações desse software, que não permite
saber quando a pessoa não tem interesse por produtos relacionados, ela ainda é
muito utilizada e se mostra eficaz em empresas como Netflix, ou Sky, com o Sky
Sugere. Ademais, outro motivo pelo qual os consumidores gostam de recomendações
é o fato de, hoje em dia, haver um leque infindo de ofertas, o que
dificulta o discernimento entre qual produto ou serviço tem mais a ver com cada
indivíduo. Isto significa que a produção crescente e o dreno financeiro
criam uma necessidade maior de previsões e recomendações.
Com o advento da internet e celular, as recomendações
vêm trazendo bastante vantagens para os consumidores, já para as empresas,
alguns casos se mostram efetivos, como o da Netflix.
Além da filtragem colaborativa, existem também outras
técnicas e tecnologias de sugestão, como: a recomendação baseada em atributos,
que podem ser gêneros, temas, etc e as redes neurais, que identifica sons, ou
filmes que seriam mais atraentes à cada um.
No entanto, as melhores ferramentas de recomendação
chegam ao equilíbrio: unem o senso de individualidade dos consumidores com sua
identificação com o grupo. Ademais, os mercados de produtos culturais
costumam mudar com o tempo, sendo necessário analisá-los continuamente, de modo
a perceber novas tendências.
Por fim, muitas pesquisas ainda estão se desenvolvendo
nessa vasta área de previsões, inclusive relacionadas ao neuromarketing e à
análise biológica, mesmo que aos olhos de muitas pessoas elas extrapolem alguns
parâmetros éticos e morais da nossa sociedade ocidental.
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